O mar quando canta é mulher
Quando pede é por que quer
O que é dela por direito.

Sabá, Janaína, ogunté
Fez das lágrimas sua casa
Pra remar contra a maré

Mas vejo tanta gente a te saudar no fim de ano,
Com flores e perfumes pra pedir tua proteção
E esquecem que é mãe no ano inteiro,
Principalmente no dia dois de fevereiro.

Lamenta en aguas profundas, la reina de Aioká
Ya ha decidido crear la corriente y sacar el que se ha sentido triste.

E no balanço das ondas, que sinto a saudade apertar
Lembro das palmas cantadas, chamando pra ela dançar o candomblé
Alodê mi odoyá, salve minha mãe Iemanjá.

Quero dormir em colo de sereia,
Quero roupa enfeitada de areia,
Tenho água salgada na veia,
Fiz minha casa colada na beira mar.