O Espírito do Tejo

Thragedium

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"Tu, de quem o sol é sombra,Tú, cuyo sol es sombra

De quem cadáver o mundo,Cuyo cadáver el mundo

Meus passos guia, aqui na sombraMi guía de pasos, aquí en la sombra

O sentir-te, ermo e profundoLa sensación de ti, salvaje y profundo

Presença anónima e ausentePresencia anónima y ausente

De quem a alma é o véuCuya alma es el velo

A meus passos de um conscienteEn mis pasos de un consciente

Tão consciente que é teuTan consciente de que es tuyo

Para que, passadas erasPor eso, en las edades pasadas

De tempo ou alma ou razãoDe tiempo, de alma o de razón

Meus sonhos sejam esferasMis sueños son esferas

Meu pensamento, visãoMi pensamiento, visión

Bem sei que todas as mágoasConozco todas las penas

São como as mágoas que sãoSon como las penas que son

Parecidas com as águasComo las aguas

Que continuamente vãoQue continuamente van

Quero pois ter guardadaQuiero haberla guardado

Uma tristeza de mimUna tristeza de mí

Que não possa ser levadaEso no puede ser tomado

Por essas águas sem fimA través de estas aguas interminables

Quero uma tristeza minhaQuiero una tristeza propia

Uma mágoa que me sejaUn dolor que es para mí

Uma espécie de rainhaUna especie de reina

Cujo trono se não vejaCuyo trono no se ve

A madrugada irreal do quinto império doira as margens do Tejo..."El amanecer irreal del quinto imperio hace las orillas del Tajo